O Que Aprendi Em 2018

O que aprendi em 2018

É tempo de reflectir sobre tudo o que aprendi em 2018. E, acreditem ou não, quando comecei a escrever nem queria acreditar na quantidade de coisas que aprendi (e provavelmente ainda faltarão algumas situações que me esqueci de mencionar). Foram muitas oportunidades de crescimento e muitas aprendizagens. Não posso deixar de me sentir satisfeita e grata por tudo o que fiz este ano.

Comunicação acima de tudo

Já há algum tempo que sei que uma boa comunicação, sincera e honesta, evita situações desagradáveis e desnecessárias. Neste ano que passou, passei por várias situações a nível pessoal e profissional que se mostraram bastante desafiantes. Todas elas foram ultrapassadas com uma boa conversa.

Neste momento acredito que uma boa conversa é a solução para a maior parte dos desafios da vida. Às vezes o receio de sermos julgados, de sermos criticados, de sermos mal tratados, impede-nos de dizer e de expor aquilo que sentimos, aquilo que pensamos, e às vezes até aquilo que somos.

É engraçado que todas as “boas conversas” que tive este ano, antes de as ter, revelei a alguém da minha confiança que o ia fazer. Todas as pessoas, nas mais variadas situações, me disseram coisas como: “Não faças isso”, “És maluca”, “Não percebo porque queres arriscar”, “Se fosse a ti não dizia nada” e muitas coisas do género. A verdade é que segui o meu instinto e todas as “boas conversas” tiveram bons resultados. Não digo que foram fáceis, não foram. São aquelas conversas que evitamos porque exigem tudo de nós. Se valeu a pena? Claro que sim. Faria tudo de novo!

Existem sempre alternativas

Lembram-se quando caí a fazer escalada? Escrevi sobre isso aqui. O que não sabem é que já voltei lá e consegui vencer o meu medo. Estava muito apreensiva e não sabia como iria reagir quando me chegasse ao pé da parede, mas foi mais fácil do que eu pensei.

Subi primeiro uma parede mais acessível e quando estava no topo olhei cá para baixo. Afinal não estava com medo, sentia-me segura. Depois subi mais uma parede. E depois parei pois todas as outras me pareceram arriscadas e o medo de cair era muito.

Fiquei a olhar as paredes sem saber bem o que fazer. Entretanto, o moço responsável pelo espaço veio ter comigo pois estranhou eu estar tanto tempo parada. Contei-lhe o que se tinha passado e ele esteve um pouco a falar comigo. Essencialmente disse-me que não precisava de correr riscos e que não precisava de fazer escalada subindo a parede. Podia escalar na horizontal, ou seja, em vez de ir para cima, percorrer a parede para o lado. Assim estou sempre perto do chão. Experimentei e percebi que era um exercício bastante desafiante e até divertido. Saí de lá super satisfeita por ter conseguido vencer o meu medo e por ter encontrado uma alternativa sem riscos. Vou primeiro ganhar mais prática e treinar para que me sinta confortável quando subir.

Confiar em quem sabe

Tudo já foi vivido, experimentado, inventado nesta vida. Uma das lições que levo do meu salto tandem é que se deve confiar nas pessoas que já passaram por isso. Se não tivesse confiado, o meu salto seria provavelmente mais desagradável.

Todas as situações que vivemos, já foram vividas por outras pessoas. Há que aprender com a experiência dos outros. É preciso confiar mais!

O medo não deve interferir nas nossas escolhas

Esta é uma aprendizagem constante na minha vida. Fiz skydive com medo. Voltei à escalada com medo. Tive “boas conversas” com medo. Tudo aquilo que me desafia, mete um pouco de medo. Mas é ultrapassando esse medo que cresço, que me vou conhecendo cada vez melhor, e que me vou apaixonando cada vez mais pela pessoa que me vou tornando.

Poderei deixar de fazer alguma coisa na vida, mas não será por ter medo. Existem sempre alternativas!

Ser feliz é uma escolha

Por incrível que pareça aprendi isto durante as minhas férias em Agosto no Algarve (onde moro). Como sabem adoro viajar, no entanto por variados motivos este ano não foi possível fazê-lo. Tive três semanas de férias em casa e, para quem me conhece, ficar em casa não é opção.

Quando percebi que não teria hipótese de sair do Algarve, fiquei bastante chateada e pensei que estas férias iriam ser as piores da minha vida. Depois de ter passado 2 meses na Tailândia no ano passado, ficar em casa parecia-me bastante aborrecido.

Então tomei uma decisão: ia fazer destas férias o melhor que podia. E assim fiz. Fiz muita praia, skydive (salto tandem), stand up paddle, paramotor, parasailing, dancei noites inteiras, conheci pessoas novas, passei muito tempo com amigos. Foram umas férias memoráveis. E tudo isto porque decidi ser feliz, mesmo com o pouco que tinha, ou que achava que tinha.

Dar oportunidade às pessoas

Este ano conheci imensas pessoas. Algumas delas não as teria conhecido se não lhes tivesse dado oportunidade. Acredito que as pessoas são todas boas e no geral bem intencionadas. Muitas vezes temos receio de nos dar a conhecer a outras pessoas, mas é precisamente isso que faz com que se quebrem as defesas naturais de cada um.

Gosto de me dar a conhecer e dessa forma dou oportunidade a outras pessoas de fazerem o mesmo. Nunca me arrependi e nunca me fizeram mal. Vou continuar a conhecer pessoas e a dar aquilo que tenho de melhor: eu.

Descobri os meus valores (aquilo que mais valorizo)

Em Outubro recomecei as minhas sessões de coaching. Quero descobrir o meu propósito e a minha missão de vida e procurei uma coach para me ajudar. Apesar de ser eu própria uma coach e saber usar as ferramentas para conseguir os resultados que quero, sei que preciso de me responsabilizar e sozinha é mais difícil e mais demorado. Com a ajuda de uma coach o processo é mais rápido e não tenho “desculpas” para adiar as minhas reflexões.

Uma das coisas que descobri, e que está a fazer muita diferença nas minhas decisões, foram os meus valores a nível profissional (aquilo que mais valorizo profissionalmente). Apesar de ter feito o exercício no âmbito profissional desconfio que estes valores serão transversais à minha vida pessoal.

Os valores que descobri são: Integridade, Contribuição, Crescimento, Liberdade e Clareza. Faz sentido desenvolver um pouco mais este tema, mas terá que ficar para um outro post.

Ser resiliente

Com todas as experiências que tenho vivido, apercebi-me (com a ajuda da minha coach) que sou cada vez mais resiliente. Não desisto daquilo que quero e insisto em fazer o que mais me desafia. É um tema que quero explorar com mais calma, pois é uma aprendizagem recente e que precisa de mais reflexão.

Gratidão

Nunca gostei muito da palavra em si, mas a verdade é que o que ela representa está cada vez mais presente na minha vida.

No dia 21 de Setembro foi o Dia Mundial da Gratidão e decidi criar um desafio: agradecer a todos os meus amigos do facebook (mais de 400) o facto de fazerem parte da minha vida de alguma forma. O desafio estava em agradecer a cada um individualmente.

Estou a fazê-lo ao meu ritmo e por ordem alfabética. Neste momento vou na letra “M” e tenho aprendido muito com este gesto. Dar um pouco de nós, às vezes apenas com poucas palavras, traz-nos muitas surpresas boas. Sinto que de alguma forma faço diferença na vida de algumas pessoas, e essas pessoas fazem diferença na minha vida.

Espero escrever mais sobre estas minhas aprendizagens quando acabar o desafio, mas vou sem dúvida continuar a agradecer a todos os que se cruzam no meu caminho. Obrigada!

Dar, dar, dar

Está cada vez mais claro para mim que dar é das coisas que me faz mais feliz. Dar abraços, dar palavras, dar bombons e chocolates, dar conversa, dar um ombro amigo, dar sorrisos, dar força, dar o exemplo, dar momentos, dar mensagens de gratidão, dar as boas festas, dar de mim, dar, dar, dar.

E tu? Que aprendizagens retiraste deste ano?

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